17/11/2006
Bond, nova promoção e fórum no estaleiro
Hoje estréia lá fora o novo filme de James Bond, Casino Royale, que anda suscitando polêmicas graças à escolha do inglês Daniel Craig para interpretar o agente 007. Polêmicas à parte (também não fui muito com a cara dele, acho que aquele nariz de boxeador não combina com o smoking), as primeiras informações dão conta de que o filme, que mostra Bond em início de carreira no MI-6, é muito bom. A trilha incidental é mais uma vez de David Arnold, e o principal papel feminino é da belíssima atriz francesa Eva Green, o que por si já vale o preço do ingresso. Tirando os prós e os contras, dificilmente os milhares de fãs da série que existem mundo afora deixarão de conferir nos cinemas esta nova aventura, por isso acho meio difícil que ela venha a fracassar. E para celebrar sua chegada às telas, o ScoreTrack lança sua última promoção do ano: até o dia 15/12/2006 (data da estréia de Casino Royale no Brasil) envie um e-mail com o nome do ator que agora assume o papel de 007, para concorrer a um CD importado com a versão original de uma destas três trilhas clássicas da série: On Her Majesty's Secret Service, Diamonds are Forever e Live and Let Die. Não perca tempo e concorra.
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Mágica na Tela
Um dos maiores candidatos a melhor filme de 2006 estreou por aqui sem grandes alardes ou campanhas publicitárias, contando com um ótimo elenco e dirigido por um sujeito que, até agora, conseguiu a façanha de realizar apenas ótimos filmes. Falo de O Grande Truque (The Prestige), de Christopher Nolan (Amnésia, Insônia, Batman Begins), obra que trata do poder da ilusão, das fraquezas humanas e, na essência, do que faz um artista para deslumbrar seus espectadores.
Baseado num romance de Christopher Priest, roteirizado pelo próprio Nolan e seu irmão, Jonathan, o filme narra a história de dois mágicos concorrentes (Hugh Jackman e Christian Bale) que na passagem do século 19 para o 20, após uma tragédia pessoal, tornam-se ferrenhos competidores, um tentando sabotar os truques do outro. O filme inicia com o personagem de Bale sendo condenado à morte pelo assassinato de seu rival, e a partir daí a trama se desenrola em flashbacks, porém de forma não linear e com ênfase na obsessão de Jackman em descobrir o segredo por trás do maior truque de Bale - "O Homem Transportado". E para não tirar a graça mais não dá para falar, exceto que o filme utiliza elementos de suspense, ficção científica e da própria mágica - o diretor, como os mágicos, atrai a atenção da platéia para elementos secundários, para que ela não veja os segredos dos truques (no caso, da trama) que, muitas vezes, estão à sua frente.
Sim, pode se dizer que um bom diretor é como um mágico, com sua capacidade de maravilhar e iludir o público com seu filme - e O Grande Truque trata deste dom. O filme se passa numa época em que a eletricidade e o próprio cinema, então novidades científicas, para muitos se assemelhavam a mágicas. A fala final de Jackman é reveladora no sentido dos extremos a que chega um prestidigitador totalmente comprometido com sua arte - esteja ele fazendo mágicas num palco, ou numa tela de cinema - a fim de deslumbrar a platéia com suas criações. Então, se você ainda não viu este filme, recomendo fortemente que o faça. Além de Jackman em grande desempenho e da atriz/gracinha em evidência Scarlett Johansson, Nolan trouxe parte do elenco de seu Batman Begins (Bale e o sempre ótimo Michael Caine), e ninguém menos que o pop star David Bowie numa participação discreta mas essencial. Enfim, O Grande Truque é a prova cabal de que Christopher Nolan é um mágico incapaz de fazer um filme ruim. Assista. A magia do cinema, literalmente, estará na tela à sua frente.
10/11/2006
Perdas irreparáveis que continuam...
O ano de 2004 pode ser considerado um dos mais tristes para a música do Cinema. Nada menos do que quatro importantes compositores de trilhas sonoras (Michael Kamen, Jerry Goldsmith, Elmer Bernstein e David Raksin) faleceram, nos deixando uma obra expressiva e inesquecível. De lá até agora, outras perdas aconteceram, mas nenhuma tão triste e prematura quanto a de Basil Poledouris, que faleceu neste dia 08 de novembro de 2006, aos 61 anos.
Poledouris sucumbiu a uma longa batalha travada contra o câncer, doença que não havia sido divulgada publicamente e por certo explica, em parte, seu afastamento quase total dos scores nos últimos anos. Sua última aparição pública ocorreu no Congresso de Música de Cinema ÚBEDA 2006, ocorrido em julho de 2006 na Espanha. Na ocasião a trilha de Conan, O Bárbaro, foi interpretada ao vivo e o compositor deu uma palestra, sendo entrevistado com exclusividade para o ScoreTrack por nosso correspondente Vasco Otero (leia o artigo AQUI).
Basil Poledouris nasceu dia 21/08/1945 em Kansas City, tendo estudado direção, cinematografia, edição, som e música na USC. Entre seus trabalhos mais conhecidos para cinema e TV se incluem Big Wednesday, Blue Lagoon, Conan the Barbarian, Red Dawn, Flesh and Blood, The Twilight Zone, Iron Eagle, Amerika, RoboCop, Lonesome Dove, Farewell to the King, Wired, The Hunt for Red October, Quigley Down Under, White Fang, Flight of the Intruder, Free Willy, It's My Party, The War at Home, Starship Troopers, For the Love of the Game, Cecil B. Demented e The Legend of Butch & Sundance. Deixamos aqui nossa singela homenagem a mais este grande mestre da música do Cinema que nos deixa antes do tempo, mas cuja obra continuará a maravilhar muitas e muitas gerações que virão.
Vá com Deus, Basil.


